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PRODUTOS DE HIGIENE PARA BEBÊS CRESCEM 58%

Segundo o Euromonitor, o mercado de higiene e cuidados corporais para bebês pulou de cerca de R$ 3,6 bilhões para R$ 5,7 bilhões em cinco anos. E até 2019 o segmento deve faturar em torno de R$ 8,4 bi.

Os bebês nunca foram tão valorizados por seus pais como nos tempos atuais. E isso é fácil de entender. Enquanto em 1940, cada brasileira tinha em média 6,2 filhos, o que impunha dificuldades de todas as ordens, inclusive financeiras, em 2004, a taxa caía para 2,1, segundo dados do IBGE. Agora os bebês podem ter mais atenção, mais roupinhas, mais brinquedinhos e, claro, produtos de higiene e beleza antes impensáveis, mas que deixam as mães em deleite total. Não à toa, indústrias do setor têm se preocupado em lançar produtos de todos os tipos, enquanto outras ingressam neste mercado a cada dia mais atraente. Produtos para pele, cabelo, proteção solar, lenços umedecidos e pomadas para assaduras são alguns dos itens que entraram na cesta de compras de muitas mulheres.

Para explorar bem esse segmento, o supermercadista precisa ficar atento ao que as mães valorizam na escolha dos produtos. É isso que deve determinar o sortimento. Boa parte delas, por exemplo, quer produtos dermatologicamente e oftalmologicamente testados, que garantam a integridade da fórmula e saúde de seus pequenos. Foi isso que a Lillo constatou em alguns de seus estudos.

Tradicional fabricante de itens de puericultura, a empresa estreou no início deste ano com a linha Lillo Baby Cosméticos, que tem itens como Sabonete Neutro Cabeça aos Pés, com glicerina, e Hora de Ninar, que promete efeito relaxante, ajudando o bebê a dormir melhor. Segundo Rosana Fiorelli, gerente de marketing da companhia, um produto que não pode faltar nas prateleiras são os sabonetes líquidos, de grande aceitação entre as mães brasileiras. Neste ano, a Lillo lançará dois novos itens, além de kits para presentes.

A Fisher Price é outra empresa que ingressou no mercado de higiene infantil. Fornecedora de brinquedinhos para bebê, a indústria associou-se à brasileira Biotropic para lançar sua linha infantil em 2013. A empresa tem apostado em fragrâncias suaves e agradáveis, que costumam mobilizar as mamães.

Sua Linha Bebê, de xampu, condicionador, sabonete em barra e líquido, leva extratos de passiflora e rosas brancas. “A ideia é que os produtos ajudem no desenvolvimento sensorial da criança e no vínculo com sua mãe”, explica Philippe Bost, diretor de produtos de consumo.

Outra empresa que investe em fragrâncias é a Phisalia. Seus estudos também indicam que esse é um atributo decisivo na escolha das mães. A companhia colocou no mercado, por exemplo, a nova fragrância Bem Estar com flor de laranjeira. Dona das marcas Trá lá lá Baby e Trá lá lá Kids, a indústria lembra ainda que embalagens bem feitas são igualmente importantes para as clientes. “Boa apresentação dá aval ao produto e ajuda a shopper a fazer sua compra”, afirma Francis Canterucci, gerente de marketing.

Com a marca Dove Baby, extensão da bem-sucedida Dove de higiene para adultos, a Unilever também se encantou com segmento para bebes. Sua linha, testada entre consumidoras, procura garantir a hidratação que as mães desejam – outro atributo valorizado no momento da compra. “Os produtos são suaves e repõem a umidade da pele delicada do bebê”, garante Carolina Riotto, gerente de marketing de Baby Dove.

Já os tradicionais produtos da Johnson & Johnson tem a seu favor uma longa data dedicada ao público infantil, crédito de qualidade e confiança. Em 2014, também entusiasmada pelo crescimento do mercado, lançou uma linha exclusiva para recém-nascidos. E para este ano, pretende investir em lançamentos e promoções, além de embalagens especiais, campanhas e materiais de PDV. Segundo a empresa é estratégico iniciar a exposição com produtos de menor penetração e maior valor agregado, deixando para o fim do corredor, os sabonetes, produtos para cabelo e lenços umedecidos, que geram alto tráfego. Assim, a exposição garante que a mãe tome conhecimento de todos os produtos, o que pode elevar a lucratividade da gôndola.

(Fonte: Supermercado Moderno, 12 de maio de 2015)